Pingos

 Som, um ruído

Constante e impertinente


Que soa dentro de minha mente


E rasga meu cérebro


Com dor e pavor


Sela minha boca,


Arranca minhas mãos,


E transborda meus ouvidos,


Abusam de meus olhos,


E fodem com meus sentimentos,


Um pingo de paz é o que preciso


Mas não tenho,


Parece não ser algo negociável


O demônio quer mais,


Eles gritam por mais,


Mais, e mais de mim


Eu levanto,


Mas eles me empurram lá no fundo,


Da escuridão,


Dos horrores que me provocam


Eu sinto,


Eu sinto eles me arrebentando


Até nunca mais conseguir me reeguer


E olhar para o horizonte


Mais um vez.

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